Guarda Civil Municipal de Ribeirão Pires ameaça entrar em greve por benefícios

segunda-feira, 25 de abril de 20111comentários

Em comissão na sessão de ontem da Câmara, grupo de manifestantes apresentou reivindicações e aguarda respostas em até 20 dias

O final da sessão da Câmara de Ribeirão Pires na tarde de ontem foi marcado pela conturbada reunião entre parlamentares e membros da Guarda Civil Municipal (GCM) da Estância. Após negado pedido de palavra na Tribuna Livre, os manifestantes conseguiram apenas um compromisso de em 20 dias uma resposta por parte do poder público municipal. Dentre as reivindicações do grupo estão a Atividade Delegada da Polícia Militar (PM) e a criação de um estatuto para a classe. No caso das tratativas falharem, o grupo ameaça entrar em greve.

Após a tribuna dos vereadores, ao final da sessão ordinária, o presidente da Câmara juntamente com os demais parlamentares decidiram atender os reclamantes em uma sala reservada da Casa de Leis. Lá, os representantes da guarda apresentaram uma lista com 11 itens para serem debatidos, referentes a situação da GCM na cidade. O mais polêmico foi a crítica sobre a decisão do prefeito Clóvis Volpi (PV) em assinar o convênio com a Polícia Militar, oficializando o chamado “bico” dos militares.

“Nós não somos contra a PM, mas achamos errado o investimento enquanto a guarda continua sem apoio. É preciso melhorias também nas nossas condições”, afirmou Nilton Tavani, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de São Caetano do Sul, Mauá e Ribeirão Pires.

Atualmente, o salário de um guarda em Ribeirão Pires é de R$ 4,00 por hora, totalizando R$792,00, enquanto apenas essa hora-extra paga aos PMs gira em torno dos R$16,00 por hora, fora o salário já pago pelo Estado.

“A pauta foi apresentada, e após a conversa ficou decidido que os vereadores em 20 dias irão se reunir com o prefeito para definir a situação”, disse a guarda Maria Aparecida Bortolato.

“Ribeirão Pires é o único município do ABC que aderiu a Atividade Delegada”, concluiu Bortolato.

Segundo os guardas, caso não seja oferecida uma resposta convincente após esse prazo a classe irá entrar em greve.

Outra questão da pauta que foi discutida era a da criação de um estatuo próprio para a GCM. Segundo a classe, o plano é fundamental para dar mais estrutura ao trabalho dos guardas. Ao contrário do que foi divulgado por um veículo de comunicação regional, a papelada se encontra atualmente na Secretaria Jurídica da Prefeitura, pronto e aguardando aprovação, e não na Secretaria de Segurança Pública.

Devido ao horário do encerramento da manifestação, a comandante da Guarda e o secretário de Segurança Pública de Ribeirão Pires não foram localizados para comentar sobre o assunto.


Publicado em http://folharibeiraopires.com.br/portal/exibeMateria.php?materia=10903
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Anônimo
17 de julho de 2011 20:15

O SARGENTO ADÃO SÓ FAZ POLITICA COM A GUARDA CIVIL DE RIBEIRÃO PIRES, ELE FALA ABERTAMENTE QUE AJUDA A POLICIA MILITAR PORQUE OS GUARDAS NAO TEM PODER DE POLICIA, ELE SÓ QUER OS VOTOS DOS GUARDAS

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