Os policiais da Guarda Municipal liberaram, às 12 horas desta quinta-feira, 28, o trânsito na avenida San Martin depois de duas horas de protesto e engarrafamento nos dois sentidos da via. O movimento é parte da campanha salarial dos servidores que, desde a semana passada, vem paralisando as atividades em vários órgãos da administração municipal. O major da Polícia Militar (PM) Jassilandro, responsável pela 9ª CIPM, que esteve no local acompanhado de equipes das Rondas Especiais da PM (Rondesp), chegou a chamar reforços para liberar a via. Antes, os policiais tentaram negociar com o comando da paralisação, mas eles diziam que só liberariam o trânsito com a presença do secretário de administração, Pedro Dantas, ou do prefeito João Henrique. Mas após duas horas de protesto, aceitaram finalizar o bloqueio da via, alegando respeito à população. Enquanto o protesto durou, o clima ficou tenso entre os policiais da GM e policiais militares. Os sindicalistas reclamavam de empurrões por partes dos PMs, enquanto os policiais alegavam que os GMS incitavam o confronto. O major Jassilandro tentou convencer, sem sucesso, os policiais municipais a liberarem parte da via, permitindo a passagem de parte da população.
O congestionamento se estendeu por toda a avenida San Martin e ultrapassou o bairro do Retiro. Quem ficou preso no engarrafamento criticou os manifestantes. "O movimento é válido, mas vá para frente da Prefeitura. Não atrapalhe a população", reclamou Cristiano Lisboa, que perdeu um compromisso profissional por conta do bloqueio na pista. Quem também demonstrava indignação era o motorista Nilton Bernardinho, que transportava produtos perecíveis para um supermercado. "Está descongelando tudo. Não existe isso de trancar a rua. No começo da manhã, aconteceram confrontos no pátio da sede da Guarda Municipal entre servidores que aderiram ao movimento do sindicato e os que não aceitaram interromper o trabalho. A confusão aconteceu por volta de 6h, quando os sindicalistas chegaram ao local. Os manifestantes alegam que um agente cortou o fio do microfone e, em reação, eles trancaram alguns servidores que não aderiram ao movimento no prédio da Guarda Municipal. Em meio a confusão, o guarda municipal Rafael Oliveira disse ter levado pancadas com cacetetes dos colegas que tentavam impedir o fechamento dos portões. Ele apresentava o punho vermelho e inchado. O coronel José Alberto Guanaes, superintendente do órgão, classificou a ação dos sindicalistas como piquete agressivo o que é proibido por lei, segundo ele. Sobre a suposta agressão, o coronel Guanaes orientou o servidor a prestar queixa na Corregedoria do órgão.
Cerca de 250 servidores da Guarda Municipal participaram do movimento nesta quinta e apenas cinco viaturas do órgão saíram às ruas. Os guardas reivindicam adicional de risco de 40% e reclamam de ter apenas um fardamento. O coronel Guanaes disse que o novo fardamento está sendo providenciado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplag) e pediu uma alteração na lei que concede adicional para os servidores municipais. Mas, de acordo com ele, um parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) informa que os guardas municipais não teriam direito a esse benefício, o que é contestado pelo coronel.Além das reivindicações específicas dos guardas, os servidores municipais em geral pedem 50% de reajuste salarial, assistência médica e melhoria nas condições de trabalho. Nesta quinta, eles também pararam o trabalho na Sesp, no prédio ocupado pelo órgão na Praça da Sé.
Pois é companheiros, os GMs em cargos de confiança na GMSalvador não tiveram hombridade para dizer não ao coronel que visivelmente não está ligando muito para o que nós ganhamos ou deixamos de ganhar. ele quer que nós aparessamos nas ruas, ajudemos os cidadãos com nossos próprios conhecimentos e iniciativas para que a campanha dele para vereador em 2012 esteja pré-lançada. uma vergonha.
ResponderExcluirvemos o que já se dizia: cargos de confiança para a atividade de segurança não presta.
ResponderExcluiro coronel Guanaes está apenas preocupado com a imagem dele para uma possível campanha para vereador em 2012.