Guarda Municipal mantém greve e planeja 'Sopão da miséria'

Rio - A greve da Guarda Municipal, que começou na última sexta-feira, conta com a adesão de 68% dos profissionais, de acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal do Rio (Sisguario). Segundo Chagas, a paralisação continua até que as negociações com o governo serem retomadas. A assessoria da GM afirmou que não vai se pronunciar sobre o movimento grevista.

"O governo está se fingindo de morto por causa do Rock in Rio. Enviei um ofício (ao coronel Lima Castro, comandante da GM) pedindo a reabertura das negociações e não tive resposta", afirmou ele.

Ainda de acordo com o presidente do Sisguario, os grevistas vão realizar uma manifestação no próximo dia 30 em frente à sede da GM, em São Cristóvão, Zona Norte da cidade. O "Sopão da miséria", como é ironicamente chamado, vai começar às 14h e terminará às 20h.

Os profissionais querem um piso salarial de R$ 1.200, um aumento no adicional de risco e melhorias nas condições de trabalho das inspetorias, unidades que cuidam do patrulhamento no município, cada uma em sua unidade.

A GM conta com 15 inspetorias que, divididas por regiões, absorvem aproximadamente 3.800 guardas do efetivo total de cerca de 5.200. "Estas inspetorias, muitas embaixo de viadutos e sem condição nenhuma de trabalho, estão há 20 anos sem reforma. Existem as UOPs (Unidades de Ordem Pública), mas elas são plataformas políticas. Esta estrutura é temporária e nada tem a ver com o planejamento da Guarda Municipal", explicou.

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