Policial da Rocam que atirou em bandidos ao vivo após perseguição é solto

O cabo C.S., de 39 anos, envolvido na perseguição transmitida ao vivo pelo Cidade Alerta, da TV Record, e pelo Brasil Urgente, da Tv Bandeirantes, que acabou com dois fugitivos baleados na zona sul, não está mais preso administrativamente.
De acordo com nota da corporação, emitida na noite de quinta-feira (25), “o policial foi preso administrativamente, num primeiro momento, para facilitar a produção de provas do inquérito policial-militar instaurado”.
“Não havendo mais motivo para a manutenção da prisão disciplinar, o PM foi colocado em liberdade, nesta data, sendo certo que será mantido no serviço administrativo enquanto perdurarem as investigações”, prossegue a nota.
Pela manhã, o cabo já havia sido visitado pelo coronel Telhada (PSDB) na sede do batalhão do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 2, na zona sul, onde teria ficado recolhido.
O deputado postou, em sua página no Facebook, um vídeo no qual negava que C.S. estivesse preso e entrevistava o cabo. Questionado se foi maltratado, C.S. negou.
— Aqui é minha casa, todos aqui me apoiaram desde o início. Inclusive eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos, o empenho de todos da ocorrência.
A prisão administrativa do policial já havia sido criticada por outros integrantes da bancada da bala paulista.
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De acordo com o registro da ocorrência, meia hora antes de serem baleados, os menores haviam roubado a moto — uma CG 150 Titan —, dois celulares e R$ 107 de um motoboy de 36 anos, na rua Paes da Silva, em Santo Amaro. A vítima os reconheceu por foto.
Logo após o caso, a Polícia Militar afirmou em nota que “reforça seus valores de transparência, imparcialidade e legalidade, sendo certo que todo e qualquer tipo de não conformidade na atuação policial será objeto de responsabilização nas esferas competentes”.

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