Guarda Municipal de Belo Horizonte (MG) se prepara para usar calibre 12, carregadas com munição de elastômero
Combate. Criada para policiar o patrimônio, Guarda Municipal se prepara para uso progressivo da força em manifestações

A Guarda Municipal (GM) de Belo Horizonte está em treinamento para o uso de espingardas calibre 12, carregadas com munição de elastômero. Fotos de policiais da corporação portando o armamento já circulam pelas redes sociais.
O equipamento será utilizado principalmente para dispersar manifestações, e parte do efetivo deverá começar a usá-lo nas ruas da capital já em 2017.
Porém, a Guarda Municipal, por meio da assessoria de comunicação, confirmou que possui pelo menos duas unidades do armamento e que houve um treinamento externo com esse novo equipamento no fim de novembro, “em meio a outros treinos que são feitos constantemente pelo grupamento especial”.
Os policiais tiveram treinamentos também para o uso de escudos e capacetes. A arma calibre 12, com munição de elastômero, poderá ser utilizada junto com esses equipamentos. “A Guarda Municipal de Belo Horizonte procura acompanhar as evoluções quanto ao emprego de equipamentos que possam melhorar sua capacidade de atuação, seja com arma de fogo ou armamentos menos letais”, disse a assessoria em nota.
SAIBA MAIS
Arma de fogo. Metade de todo o efetivo da guarda, que tem cerca de 2.000 policiais, já foi capacitada para usar armas de fogo. A corporação estima que o processo para treinar todos os profissionais vá até dezembro de 2017.
Campanha. Apesar de a segurança pública ser um tema a ser tratado prioritariamente pelo Estado, ao longo da campanha para prefeito, o uso de armas e a atuação da GM estiveram no foco dos candidatos. A maioria deles mostrou-se favorável ao uso de armas pelos agentes, inclusive o eleito Alexandre Kalil (PHS).
Atualmente, a corporação trabalha em Belo Horizonte com revólveres de calibre 38 e pistolas 380. As armas foram adquiridas pela prefeitura em 2005 – quando o atual governador, Fernando Pimentel, ainda era prefeito da capital –, mas os guardas municipais só começaram a utilizá-las em março deste ano, depois de um longo impasse.
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